Sabe o capacete dos espartanos, sabe aquele negócio vermelho atrás do capacete, o que é aquilo?

Você já reparou naquela estrutura vermelha que fica na parte de trás do capacete dos espartanos? Essa “coisa vermelha” é chamada de crista (em grego antigo: lóphos, λόφος) ou penacho. Era feita de crina de cavalo tingida de vermelho e fixada ao capacete por um suporte de metal.

Mas não era apenas um enfeite. A crista tinha funções práticas muito importantes na guerra:

  • Aumentar a altura do guerreiro: com a crista, o soldado parecia mais alto e imponente, o que ajudava a intimidar o inimigo antes do combate corpo a corpo.
  • Identificação visual: em meio à confusão da batalha, a crista vermelha permitia que os companheiros de exército identificassem mais facilmente seus líderes e aliados. Diferentes cores e formatos podiam indicar unidades ou patentes.
  • Simbolismo: os espartanos associavam a cor vermelha ao sangue, à coragem e à agressividade. Usar uma crista vermelha era uma declaração de que eles não tinham medo de lutar.

O capacete usado pelos espartanos era o modelo coríntio, feito de bronze, que cobria quase toda a cabeça, deixando aberturas apenas para os olhos e a boca. A crista era montada no topo, geralmente de forma perpendicular, o que dava um perfil característico ao guerreiro espartano.

Vale notar que os espartanos não foram os únicos a usar cristas vermelhas nos capacetes. Outros exércitos gregos também adotaram o adereço, mas o imaginário popular – influenciado por filmes como 300 – fixou a imagem do espartano com a crista vermelha como um ícone cultural.

Em resumo, aquela “coisa vermelha atrás do capacete” é a crista (lophos), um elemento funcional e simbólico que ajudava os soldados espartanos a parecerem mais altos, assustadores e organizados no campo de batalha.

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